O ciclo produtivo da logística do ES

por Sandro Márcio Viturini

Os ciclos econômicos são marcantes por sempre terem à frente uma atividade. Tivemos no Brasil o destaque do pau-brasil, cana, ouro, algodão, café, borracha… e se eu fosse elencar um novo pilar de movimentação econômica eu apostaria no e-commerce. O serviço de venda digital cresceu quase 50% no primeiro semestre de 2020, de acordo com o relatório Webshoppers, da Ebit|Nielsen, e na contramão de tantas outros setores diante da pandemia.  Só nesse período foram mais de 90 milhões de pedidos.

Entra ciclo, sai ciclo, revoluções acontecem, mas tem um segmento que segue ali, na margem, resiliente, se adaptando, inovando e garantindo um suporte a todas as operações: o de logística.  Para toda e qualquer fase, sempre foi e sempre será necessária uma estrutura que facilite a distribuição do que está sendo produzido. Dos trens e armazéns do café, aos modernos Centros de Distribuições para o e-commerce, não há ainda negócio que sobreviva competitivo sem apostar e ter parceiros fortes na área logística.

Galpões precisam de altura suficiente para estocagem vertical

Atualmente, grande transformação do segmento logístico para os tempos de comércio digital está na infraestrutura dos armazéns. Os galpões precisam seguir padrões de primeira linha, em que a altura conta muito pois é o tipo de estocagem que precisa se verticalizar. As docas com rampas e o espaço de manobra confortável são primordiais, pois estamos falando de “velocidade 5G”. Os locais de distribuição são decisivos, pois a facilidade de acessos rápidos garante menos “dias úteis” para a entrega.  

O consumidor quer velocidade, agilidade e rastreio de sustentabilidade

Tão importante quanto pensar no armazém como espaço, há de se lembrar que estamos lidando com um perfil novo de “consumidor digital”, que vai além da pressa em receber o que quer, mas também se importa com o rastreio do que quer. Este ponto tem se tornado cada vez mais forte! Por isso, os armazéns estão nessa conta, e precisam ter conforto aos trabalhadores, especialmente termo-acústico.  A luz natural bem planejada ajuda no combate ao desperdício de energia, o que hoje em dia também pesa na despesa significativamente. Saneamento e controle de emissões são fato e ignorar isso é suicídio corporativo.  

Soma-se tudo isso e encontramos o Espírito Santo! Sim, não é por acaso que grandes marcas mundiais e nacionais estão interessadas em trazer operações para o território capixaba. A Ceva (um dos maiores operadores logístico do mundo e responsável pela distribuição da Sephora), a MadeiraMadeira, a 3 Corações, o Grupo PMI (Aladin) e o Grupo Arezzo, a RET são alguns clientes que atendo que exemplificam bem este movimento.

O Espírito Santo possui um posicionamento estratégico, central aonde está quase 70% do PIB nacional, com portos, novos projetos portuários nascendo, rodovias, ferrovia e aeroporto. De tão pequeno em relação às distâncias, se mostra grande em facilidade logística. O Governo Estadual tem feito sua parte e temos uma sequencia de anos de bom relacionamento institucional, excelentes incentivos fiscais e políticas de benefícios ao empreendedorismo na área de logística.  E o empresariado capixaba soube acreditar, trabalhar e investir. Trabalhou e confiou! Os condomínios como o CLGV, o Ribeira Park, o BTS/Bralog, o TIMS, o União, o 262Log foram pensados com o que existe de mais moderno no atendimento a demandas atuais.

Eu, em breve, tenho certeza que estarei comentando sobre outras grandes novidades. O que vem por aí é o encaixe desse novo ciclo do e-commerce, em que o amadurecimento passa por um novo polo logístico nacional, e este lugar é aqui!

Veja as disponibilidades de armazéns no ES e informações técnicas

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Publicado por KICk

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